terça-feira, 20 de maio de 2014

A Retinopatia Diabética: é aconselhavél fazer exercício físico?


A retinopatia diabética é uma complicação da diabetes que afeta o olho, mais concretamente a retina. Durante os anos de evolução da diabetes, os vasos sanguíneos que irrigam a retina deterioram-se provocando a perda de visão levando inclusive a cegueira.

Os anos de evolução da diabetes, sobretudo se esta estiver mal controlada pode provocar esta doença. Se lhe acrescentarmos fatores de risco como a obesidade e a hipertensão podemos ter muitas complicações e sofrer de retinopatia. 

Uma glicemia alta mantida durante muito tempo provoca danos nas paredes dos vasos sanguíneos, isto resulta numa maior permeabilidade do fluxo sanguíneo para fora dos vasos causando microaneurismas, inflamação e hemorragias e a proliferação dos vasos em uma etapa mais avançada da doença.


Num primeira fase, a lesão dos vasos sanguíneos podem derramar sangue ou outros fluídos nos tecidos, criando uma inflamação da retina, e depositar materiais transportados pelo sangue. Neste ponto, a retinopatia pode passar despercebida ao diabético e não provoca nenhuma perturbação na sua visão.  A esta chama-se retinopatia não proliferativa.

Numa etapa mais avança da complicação, chamada retinopatia proliferativa, a retina tenta formar novos vasos sanguíneos para reparar os danos com o objetivo de obter oxigénio e os alimentos que necessita para funcionar adequadamente. Não obstante disso, os vasos criados são muito débeis e têm uma maior probabilidade de sangrar e derramar fluído. Se existir derramamento, uma parte do olho chamada corpo vítreo pode ser severamente prejudicada e criar muitas complicações na sua visão.

Pode realizar exercício físico?

Qualquer paciente que conheça esta sua complicação deverá fazer uma exame ao fundo do olho, seja qual for a sua gravidade e repetir este exame num período de 12 meses. Ademais deverá informar o seu médico especialista da intenção de realizar exercício.

Os pacientes com retinopatia moderada devem evitar os exercícios que aumentam consideravelmente a pressão arterial como os levantamentos com muito, a manobra de valsalva, etc.

A Manobra de Valsalva consiste na capacidade de bloquear a respiração por um período de tempo, impedindo a entrada e saída de ar pela boca e nariz. Durante o exercício, um paciente com retinopatia deverá estar muito atento a bom controlo da respiração para que desta forma não aumente a pressão intracraniana e não correr o risco de agravar a lesão.

Quando existe uma retinopatia grave, deve-se evitar exercícios que aumentem a pressão arterial bruscamente e atividades que exijam movimentos bruscos ou de baixar a cabeça, situações que se podem dar na ginástica ou yoga. Também se deve ter especial atenção a desportos de contacto, como o boxe, e inclusive os desportos de oposição como o futebol, o basquetebol, o andebol e entre outros.

Para a retinopatia proliferativa ativa e fotocoagulação ou cirurgias recentes é contra-indicado realizar qualquer tipo de exercício físico ou esforço.

Os exercícios aerróbicos mais recomendados são de baixa intensidade e de baixo impacto, como a bicicleta ergométrica, caminhada, natação e aqueles exercícios que permitem manter a pressão arterial sistólica elevada durante a atividade abaixo de 170 mmHg.

Referências:

http://www.dmedicina.com/enfermedades/oftalmologicas/retinopatia-diabetica

ACSM & ADA. Position Statement: Diabetes Mellitus and Exercise.

http://entrenaconluismi.wordpress.com/

Soluções Físicas.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A Atividade Física pode reduzir o risco de ataque cardíaco em idosos.



O estudo, Physical Activity and Heart Rate Variability in Older Adults: The Cardiovascular Health Study, foi ontem publicado na conceituada revista Circulation da American Heart Association e liderada por uma investigadora portuguesa, professora Luisa Soares Miranda, investigadora e docente da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

O estudo sugere que a manutenção ou aumento da atividade física depois dos 65 anos de idade pode melhorar o bem-estar elétrico e reduzir o seu risco de ataque cardíaco. Numa investigação realizada durante cinco anos nos Estados Unidos a 985 idosos com 71 anos de idade no início do programa, os investigadores concluíram que as pessoas que caminhavam mais e mais rápido e eram mais fisicamente ativos tinham menos ritmos cardíacos irregulares e maior variabilidade da frequência cardíaca do que aqueles quer eram menos ativos. 

Segundo o estudo, a variabilidade da frequência cardíaca é a diferença no tempo entre um batimento cardíaco e a outra durante a vida quotidiana. A principal autora do estudo, a professora Luísa Soares Miranda, refere que essas pequenas diferenças são influenciados pela saúde do coração e do sistema nervoso que regula o coração. Mudanças prematuras neste sistema são acompanhadas por alterações na variabilidade da frequência cardíaca e essas modificações podem prever-se o risco de futuros ataques cardíacos e morte.

O estudo revelou que as pessoas com maior prática de exercício físico realizada apresentam melhor variabilidade da frequência cardíaco. Os pesquisadores calcularam que a diferença entre os níveis mais altos e mais baixos de atividade física se traduziria, em estimativa, 11% menor risco de ataque cardíaco ou morte súbita.

Pode consultar o estudo completo aqui: http://goo.gl/8G12TY.

Soluções Físicas.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Tu e o teu primeiro dia de ginásio - Parte 2 e última

Na primeira parte deste tema abordamos essencialmente as questões e preocupações iniciais necessários para o início de um programa de exercício físico adequado.

Nesta parte iremos falar, muito brevemente, sobre os ganhos de força muscular num iniciante em ginásio, mostrando uma evidência que os aumentos de massa muscular ocorrem após de algum trabalho e de treino regular.

Os ganhos de força.

Ao iniciar um programa de força podemos observar um aumento muito rápido dos níveis de força muscular. Esta melhoria da força produz-se por adaptações fisiológicas a muito curto prazo, que são chamadas as adaptações neuromusculares.
Isto quer dizer, que por cada impulso nervoso agora o nosso sistema nervoso é capaz de ativar uma maior quantidade de fibras musculares, a esta adaptação chama-se "coordenação intramuscular", ou seja, o recrutamento das fibras é maior e mais coordenado para se contraírem ao mesmo tempo. O resultado é uma contração muscular mais eficiente e consequentemente uma melhor capacidade de gerar força-
Este processo de melhora de coordenação intramuscular ocorre apenas nas primeiras semanas de treino de força, pois, uma vez superadas estas adaptações, os níveis de força a nível neural estabilizam-se e deixam espaço para outras adaptações de médio e longo prazo, como a hipertrofia muscular, que consiste no aumento do tamanho do músculo.

O gráfico que se segue explica bem o que foi referido anteriormente.


Soluções Físicas.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Fat Attack Training - Lançamento do CD e Apresentação na Maia

Hoje estive, com muito orgulho e honra, em mais uma apresentação do terceiro CD de Fat Attack Training, do Maximal Interval Training. Nesta apresentação contamos com a presença de instrutoras recentemente formadas na nossa primeira formação desta modalidade.

A aula decorreu de forma fantástica. O empenho e a capacidade de superação dos alunos superaram as dificuldades causadas pelo cansaço. Foram os uns autênticos heróis. Fica aqui algumas fotografias deste grande momento que aconteceu esta tarde.





Entretanto, no próximo dia 3 de maio estaremos presentes no ginásio feminino "M studio",na Maia. Um dos primeiros ginásios a aderir a este programa de fitness, que já mudou, muda e continuará a mudar a quem a praticar.


Soluções Físicas